Por que investir na saúde emocional do trabalhador?

O Brasil vem adoecendo coletivamente nos últimos anos, em um nível que pouco compreendemos: o emocional. No ranking de países mais estressados, apurado pela International Stress Management Association (ISMA), o País ocupa a segunda posição, só perdendo para o Japão.

De acordo com um outro estudo, realizado em 2017, o fator que mais causa estresse no brasileiro é o trabalho - cerca de 70% apontaram sofrer com a causa. Além disso, lidamos com a depressão - somos o 5º país no ranking dos mais deprimidos do mundo - e com a ansiedade, figurando em primeiro lugar no globo, com mais de 18 milhões de brasileiros convivendo com o problema. Os dados são da OMS e já demonstram que a ansiedade atinge um nível epidêmico.

Várias pesquisas apontam para isso e, de acordo com os resultados de um teste online respondido por mais de 492 mil pessoas, 86% da população brasileira sofre de transtornos mentais em diferentes níveis.

O questionário DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale) é utilizado pela Vittude, uma plataforma online, que é voltada para a saúde mental, para medir níveis de depressão, ansiedade e estresse. As respostas foram coletadas entre outubro de 2016 e abril de 2019. Os resultados foram divulgados em agosto e indicam que 37% dos pesquisados responderam às perguntas sob um estado de estresse extremamente severo.

Ainda nesta pesquisa se identificou que 59% se encontrava em estado extremamente severo de depressão. A ansiedade extremamente severa, por sua vez, foi identificada em 63% das pessoas. De acordo com a metodologia do teste, um transtorno não exclui o outro, portanto, a mesma pessoa pode apresentar um, dois ou até mesmo três transtornos mentais simultâneos.

É notório que, neste contexto, a capacidade laboral e a qualidade de vida do trabalhador é afetada. Um profissional com saúde emocional comprometida não consegue desempenhar tarefas que exijam dele as habilidades não cognitivas necessárias para resolução de conflitos, como o trabalho em grupo, foco e automotivação. Em uma escalada contra problemas emocionais, reconhecer essa condição é o primeiro passo, enquanto negligenciar este cenário pode causar evolução para problemas como a síndrome de Burnout, que é derivada de estresse crônico.

Muitas companhias e instituições já têm implementado programas internos de apoio à saúde mental, entretanto, segundo levantamento da Mercer Marsh Benefícios, em 2017 apenas 41% das empresas mantinham investimentos em saúde mental e 9% pretendiam implementar algo. Já é um avanço na discussão sobre o tema, todavia, caminhamos a passos lentos já que os problemas emocionais correspondem a terceira maior causa de absenteísmo, segundo Boletim sobre Benefícios por Incapacidade de 2017, divulgado pelo Governo Federal.

O assunto já tem pautado os setores de recursos humanos em todo o Brasil e observa-se que, oferecer ambientes descontraídos e flexibilização de horário para determinadas funções, são medidas que vão além do modismo e buscam, sobretudo, melhorar a qualidade de vida no trabalho.

Existe uma demanda nas organizações por profissionais dotados de autoconhecimento sobre suas capacidades e limitações, com autocontrole para tomada de decisões estratégicas e resiliência para novos aprendizados. Neste sentido, os recrutadores se voltam para perfis com habilidades comportamentais em mesmo peso e importância que as habilidades técnicas. Não é à toa que o termo ‘inteligência emocional’ tem sido um dos assuntos mais pesquisados na web pelos brasileiros, com crescimento de 340% nos últimos 5 anos, segundo o Google Trends.

Diante de todo esse contexto, o SEPREV, por intermédio do setor de Medicina Preventiva, a exemplo do hospital Samaritano Paulista, do hospital Alemão Oswaldo Cruz, atrelado as práticas tradicionais e o trabalho interdisciplinar, tem investido em ferramentas e metodologias como coaching e mindfulness para o aprimoramento da inteligência emocional de seus beneficiários, permitindo uma redução no nível de stress, melhorando a saúde mental, favorecendo a construção de um estilo de vida saudável e resultando na redução do absenteísmo e presenteísmo no trabalho, na maior produtividade e melhora da qualidade de vida.

Entre os programas com essa filosofia, que já estão em prática no SEPREV, estão os cursos Reeducar e O Poder da Ação, além do Manhã com o SEPREViva. Muitos beneficiários atestam que realizaram grandes mudanças após participarem dos programas. E você, o que está esperando para melhorar sua vida e ajudar a diminuir este ranking?

Valéria Santos é chefe do setor de Medicina Preventiva do SEPREV, enfermeira, coach em saúde e bem-estar e palestrante. Sua missão é despertar as pessoas para um estilo de vida abundante com autoestima, saúde, bem-estar e qualidade de vida.

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